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1º dia de aulas da Celina (foi aqui que tudo começou)
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PALAVRAS SOLTAS
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Ensina-me a ser gente
e perceber o quanto pequeno sou.
Ensina-me a amar de frente
e sentir o que o sonho sonhou.
E na penumbra desse momento
teu beijo molhado me tocou;
num gosto libidinoso suculento
em minhas entranhas perfurou.
Ensina-me a viver,
ensina-me a amar-te
ensina-me a sorrir
ensina-me a abraçar-te.
Ago19
Traços de vento que sopram na luz dos teus olhos e refletem na aragem de um beijo o sonho de te sentir um dia encostada a mim.
Ago17
Acredita em ti.
A vida é para ser vivida.
Chora, ri, mas ama
Tropeça, levanta—te e ama
Na doença ou na cura, ama.
Sofre, goza, mas ama
Adormece, acorda e ama
Seja de noite ou de dia, mas ama
Grita ou fala baixinho que amas
Sonha e acorda a pensar que amas
Novo ou velho, mas ama sempre.
Set17
A vida é feita de pequenos nadas e há "nadas" que valem mais que muitos "muito".
Ago19
AMOR INCONDICIONAL É
(A)MAR SEM TERRA À VISTA
Ago17
A distância pode não separar as pessoas,
mas, provavelmente, também não as aproxima.
Jul19
Há pessoa…
e perceber o quanto pequeno sou.
Ensina-me a amar de frente
e sentir o que o sonho sonhou.
E na penumbra desse momento
teu beijo molhado me tocou;
num gosto libidinoso suculento
em minhas entranhas perfurou.
Ensina-me a viver,
ensina-me a amar-te
ensina-me a sorrir
ensina-me a abraçar-te.
Ago19
Traços de vento que sopram na luz dos teus olhos e refletem na aragem de um beijo o sonho de te sentir um dia encostada a mim.
Ago17
Acredita em ti.
A vida é para ser vivida.
Chora, ri, mas ama
Tropeça, levanta—te e ama
Na doença ou na cura, ama.
Sofre, goza, mas ama
Adormece, acorda e ama
Seja de noite ou de dia, mas ama
Grita ou fala baixinho que amas
Sonha e acorda a pensar que amas
Novo ou velho, mas ama sempre.
Set17
A vida é feita de pequenos nadas e há "nadas" que valem mais que muitos "muito".
Ago19
AMOR INCONDICIONAL É
(A)MAR SEM TERRA À VISTA
Ago17
A distância pode não separar as pessoas,
mas, provavelmente, também não as aproxima.
Jul19
Há pessoa…
PALAVRAS DE NAMORO
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Dia dos
namorados, pois;
ou apenas palavras a dois?
Serão talvez gestos escritos,
uma espécie de hieróglifos:
Junta-se o carro aos bois.
Letras sobre letras,
palavras escrevinhadas
será que são tretas
as letras escarrapachadas?
Não, claro que não.
São como a fome para o pão:
há vontade de comer,
de beijar, ir a correr
e na ânsia de acabar
aproveitamos para andar
atrás do que queremos ter.
Namoradas e namorados,
ou apenas palavras a dois?
Serão talvez gestos escritos,
uma espécie de hieróglifos:
Junta-se o carro aos bois.
Letras sobre letras,
palavras escrevinhadas
será que são tretas
as letras escarrapachadas?
Não, claro que não.
São como a fome para o pão:
há vontade de comer,
de beijar, ir a correr
e na ânsia de acabar
aproveitamos para andar
atrás do que queremos ter.
Namoradas e namorados,
O BARBINHAS
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O Barbinhasvivia num mundo rodeado de água por
todos os lados. Só aí podia viver. Era um peixe e muito pequenino: tinha o
tamanho de um dedo mindinho de uma criança. O seu nome, Barbinhas, foi-lhe dado por causa
da barbatana ventral ˗ tinha o aspecto
de uma barbicha. Mas era um peixe muito lindo, cheio de cores metálicas, às
riscas brilhantes e intensas. E nadava feliz naquelas águas sempre limpas e bem
tratadas, sem poluição até ao dia que percebeu, que algo mudara. Deixaram de
limpar o aquário onde vivia e a água começou a ficar turva e esverdeada. As
vistas que tinha para o mundo exterior estavam a ficar cada vez menos nítidas
e, pior que isso, começou a sentir-se só, doente, sem comida e abandonado.
Ele sempre vivera ali desde que se lembra e num ambiente que lhe parecia ser de um jardim. Sentia-se como a viver no meio de um coral maravilhoso onde no fundo havia também umas pedras brancas e pretas e uma rocha enorme onde se refugiava para dormir. Mas agora, ali naquela água turva,…
Ele sempre vivera ali desde que se lembra e num ambiente que lhe parecia ser de um jardim. Sentia-se como a viver no meio de um coral maravilhoso onde no fundo havia também umas pedras brancas e pretas e uma rocha enorme onde se refugiava para dormir. Mas agora, ali naquela água turva,…
O PORQUINHO SALVADOR
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Certo dia, conheci um menino chamado Artur. Ele mudara-se para a minha rua há pouco tempo. Encontrei-o a brincar sozinho sobre a relva do parque do jardim da minha zona, a jogar à bola contra uma baliza sem guarda-redes. Eu olheipara ele e reparei que ele tinha muito jeito, porque me pareceu que jogava muito bem. Ele era pequenino, só tinha quatro anos, e eu era um pouco mais velho que ele. Mas ele era espigadote e forte. Gostei dele logo que o vi. Achei-o muito simpático e divertido, trocando a bola de pé para pé. Ele viu-me e perguntou-me se eu queria brincar com ele. Disse-lhe que sim, porque também gosto muito de jogar à bola. Ele era do Benfica e eu do Sporting, mas isso não fazia diferença nenhuma na nossa amizade. Jogámos depois os dois à bola, muitas vezes e éramos tão amigos, tão amigos que umas vezes ganhava ele, outras vezes ganhava eu e, na maioria das vezes, empatávamos só para que ninguém ficasse triste.
O Artur tornou-se assim para mim um amigo muito especial. Tão especi…
O Artur tornou-se assim para mim um amigo muito especial. Tão especi…
SONHOS REAIS
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Quando
for grande quero ser como Sophia e inventar estórias de meninas que querem ser
ricas, bonitas e princesas. Também quero viver em castelos ou palácios
sumptuosos e forrar as paredes inteiras do meu quarto com espelhos que me
mostrarão o quanto bela eu sou e aos quais perguntarei: “quem é a mais bonita mulher deste reino?” Espelhos que me
responderão transparecendo imagens reais, não destorcidas ou fictícias de uma
realidade que será a minha: que sou eu.
Quero, sim, viver como Lúcia em palácios rodeados de jardins, com muita luz a entrar pelos quartos adentro, muitas salas e salões para bailes e festas, com pianos de cauda e harpas a um canto – para animar os bailes – e com longos corredores percorridos por criados que com bandejas nas mãos nos servirão canapés e taças de vinho branco.
Quero, sim, viver a fantasia de príncipes encantados que me arrebatarão à vida fútil que levo e me levarão para o meio da sala de baile, me farão rodopiar, dançando ou me ensinando a dançar, calçada …
Quero, sim, viver como Lúcia em palácios rodeados de jardins, com muita luz a entrar pelos quartos adentro, muitas salas e salões para bailes e festas, com pianos de cauda e harpas a um canto – para animar os bailes – e com longos corredores percorridos por criados que com bandejas nas mãos nos servirão canapés e taças de vinho branco.
Quero, sim, viver a fantasia de príncipes encantados que me arrebatarão à vida fútil que levo e me levarão para o meio da sala de baile, me farão rodopiar, dançando ou me ensinando a dançar, calçada …