segunda-feira, 31 de março de 2014

ESPREITANDO MAIS ALÉM


Caminhava indiferente, tarde fora, pelo passeio, quando te vi.
Olhei-te, insignificante, mas chamaste-me a atenção porque era como se tentasses espreitar mais à frente, o rio ali ao lado.
Uma simples planta silvestre, sozinha no meio da relva e, no entanto, destacada, espreitando mais além.
Guardei-te na minha alma, com o meu olhar que não te esquece.

Aqui serás sempre minha, mesmo que a intempérie te tenha já levado.