Para facilitar a leitura da saga da viagem a Espanha, decidi publicar aqui num único post o relato dessa viagem aos Píncaros da Europa, desde o Cap I ao Cap VI. Vou tentar ainda enriquecer o texto com a introdução de algumas fotos para o ilustrar. Espero que o resultado seja o desejado. Para já aqui fica o texto global com algumas fotos. "PICOS DE ESPANHA” CAPÍTULO I Lisboa, 4 de Agosto de 2012 07:40h. Sinto-me um pouco como uma criança excitada. A noite mal a dormi, mas porque estava preocupado em não acordar a horas. Pus dois despertadores, não fosse algum falhar-me, antes de ter adormecido já depois das duas da madrugada. Mas antes que os despertadores tocassem já estava acordado. Agora já estou em Lisboa, num café aqui ao lado da agência de viagens, onde vou apanhar o autocarro. E chegar aqui também não foi fácil porque foi-me complicado estacionar o carro. Acabei por deixá-lo numa zona de estacionamento pago, sem perceber bem a que consequ...
No dia seguinte aquele em fui de novo avô pela terceira vez, aqui fica o meu testemunho, face à condição de o ser. Deus vos abençoe a todos. "Olhei para ele e vi um homem entrado na idade: diria que pelos sessenta anos. Figura altiva, espigada e magra, com rosto característico de aspecto caucasiano, tinha o cabelo grisalho e o seu olhar confiante, mesmo à distância, transparecia alguma felicidade. Na sua boca havia sorrisos abertos, quando olhava e se dirigia às duas crianças que brincavam à sua volta e com ele. Trajava roupa descomprometida, de caracter jovial e sem preconceitos e interagia com alguma facilidade motora com aqueles que me pareceu serem seus netos. Interiorizei aquela imagem e reflecti sobre mim e o meu próprio estatuto de avô. Recuei à minha infância, como neto, e só consegui ver minha avó, muito velhinha, pequenina, vestida de preto da cabeça aos pés, com um lenço também preto a cobrir-lhe a cabeça e escondendo quase todo o rosto. Era uma avó pouco af...
Quando for grande quero ser como Sophia e inventar estórias de meninas que querem ser ricas, bonitas e princesas. Também quero viver em castelos ou palácios sumptuosos e forrar as paredes inteiras do meu quarto com espelhos que me mostrarão o quanto bela eu sou e aos quais perguntarei: “ quem é a mais bonita mulher deste reino?” Espelhos que me responderão transparecendo imagens reais, não destorcidas ou fictícias de uma realidade que será a minha: que sou eu. Quero, sim, viver como Lúcia em palácios rodeados de jardins, com muita luz a entrar pelos quartos adentro, muitas salas e salões para bailes e festas, com pianos de cauda e harpas a um canto – para animar os bailes – e com longos corredores percorridos por criados que com bandejas nas mãos nos servirão canapés e taças de vinho branco. Quero, sim, viver a fantasia de príncipes encantados que me arrebatarão à vida fútil que levo e me levarão para o meio da sala de baile, me farão rodopiar, dançando ou me ensinando...
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