quinta-feira, 12 de abril de 2012

Yannick Djaló o injustiçado


Yannick Djaló o injustiçado
 Pergunta: Viram o último jogo do dérbi da capital? E viram tudo? E de que assunto mais se falou, escreveu, comentou e publicou?

Resposta: Do penalti que não foi marcado a favor do Benfica, logo no primeiro minuto e que, de facto, aconteceu, que toda a gente viu, incluindo o árbitro e que não foi marcado!

Análise: Obviamente!
Explicação: Sim, porque “o árbitro viu e se não marcou foi porque não quis, não foi porque não viu”, parafraseando esse ilustre e grande treinador que é Jorge Jesus, nomeadamente, de outro lance, de outro jogo e do qual também tem razão.

Meandros: Mas não estou aqui para defender o Benfica, nem o seu treinador, nem para culpar ninguém do que quer que seja, a não ser os adeptos do Sporting…
Pergunta: Os adeptos do Sporting? Porquê? O que é que isso tem a ver?

Resposta: Porque foram muito injustos, durante o jogo, mas para com o nosso querido e ex-leão Yannick Djaló…

Análise: É verdade, se repararem bem, o Djalózinho não merecia aquele constante coro de assobios! Aliás ele só não jogou menos porque se sentiu injustiçado pelos antigos adeptos… (???)

Meandros: Então vejamos; vi o jogo, pela televisão num café (isto está mal e não dá para ter Sportv em casa) e apesar da confusão fui capaz de reparar num pequeno detalhe, de algo que aconteceu e que terá passado despercebido à maioria daqueles que, como eu, viram esse grande jogo Sporting Benfica.

Sugestão: Pensem lá um bocadinho, bem vistas as coisas, tentem rever os lances duvidosos, as faltas, o(s) critério(s) do árbitro, as táticas, os jogadores, os treinadores, o público fantástico, a inexistência  de “jaulas”, olhando para todas as incidências da partida… só há uma coisa que ninguém referiu que nos leva a uma questão:

Pergunta: o que é que aconteceu que terá escapado a muita gente, nas notícias, nos destaques, nas imagens televisivas, na qualidade do jogo, no espectáculo?

Resposta: O detalhe!

Explicação: O detalhe. E é por isso que é de real importância que eu faça aqui a minha grande homenagem, como adepto fervoroso do Sporting, sócio há 39 anos, para com esse grande ex-jogador do nosso Sporting e que se chama Yannick Djaló… (???)

Pergunta: Já é tempo de pôr a nu a resposta (e, infelizmente, depois de muita pesquisa não consegui obter essa imagem que ilustra este momento, o tal pequeno detalhe), que foi: alguém reparou no momento em que o Yannick entrou no jogo?

Resposta: Pois é, o nosso querido Yannick assoou-se duas vezes à camisola do Benfica, como querendo dizer-nos, indirectamente, “sportinguistas, estou convosco; esta camisola só serve para isto, para me assoar a ela… hehehe!!!

Conclusão: o Yannick não mereceu aqueles assobios.

PS: Para os benfiquistas digo que estou a especular e a brincar com o significado daquele gesto, mas lá que ele se assoou, assoou. Se alguém conseguir as imagens… faça a sua análise e tire as conclusões... eu fiz a minha!


Carlos alberto 12-04-2012.

 

terça-feira, 10 de abril de 2012

ESTÁTUA  DE  BRONZE

Boa tarde, meus amigos

Depois do êxito que foi nesta última semana, desde que publiquei, quer a minha estória o "Reino onde não foram felizes para sempre" e o "deixem-me trabalhar" e depois o "aditamento ao trabalho", em que tive milhares de visitas ao blogue, pronto, não foram milhares, foram apenas umas centenas, em que comentários não tive nem um, mas julgo que por vergonha de quem leu que não consegue responder ao mesmo nível da qualidade literária, (...) eis que tenho aqui outro texto, embora com barbas , mas que considero igualmente muito bom e que não merece ficar guardado na gaveta.
Pronto, não foram centenas de visitas a este blogue foram só umas seis dezenas ... sim e foram 3 dos amigos e o resto minhas, ok?!, está bem assim?. De qualquer maneira não vou desistir tão facilmente por falta de apoio, nem perder o ânimo só por isso. Acredito que um dia estas páginas serão descobertas pela pessoa certa e eu vou ter o êxito que mereço... (vais vais...)
Posto isto, 
"Estátua de Bronze"
- Bom dia! Disse-lhe ele naquele tom e olhar feliz, de sorriso rasgado com a ênfase de quem está de bem com a vida.
- Está tão bom aqui fora, não está?! Acrescentou ele a afirmar-se de forma positiva pela satisfação que sentia.
- Estou tão contente por estar aqui a falar contigo! Disse-lhe ainda, apesar do continuado silêncio.
Um cheiro a perfume de flores inalava em seu redor: como com o prazer de quem está no cimo de uma montanha e contempla extasiado a paisagem.
- És linda, sabias?! Já te tinha dito? Perguntou-lhe ele pela milionésima vez, ainda à espera que ela lhe retribuísse com o sorriso de outros tempos.
- Gosto muito de ti! Insistiu ele, na esperança de que ela, pelo menos, desviasse o olhar para ele.
Mas ela continuava hirta e indiferente aos elogios na sua eloquente postura de quem é adorada por muita gente. Seu rosto não transparecia um único reflexo; alta imponente no seu pedestal de admiração ia contemplando o mundo a seus pés.
Mas ele não desistiu, não se foi abaixo com a indiferença dela e continuou, como sempre fazia, o seu inflamado discurso, ainda que de sentido unilateral, não correspondido.
- Bom, sei que não serei o teu melhor admirador, aquele que trata melhor de ti, com o carinho que necessitas, que te oferece as mais bonitas flores, mas dou-te o que tenho de mais puro, o amor das minhas palavras que brotam do meu coração…
Ela, fria como a manhã, à espera que o sol a aquecesse, deixou-se pousar no cabelo solto ao vento por uma pomba que veio ao seu encontro. Pareceu sorrir-lhe, satisfeita pela manifestação de confiança que recebia daquela ave vinda do céu. Pelo menos foi a sensação que ele teve e sentiu-se, de repente, insignificantemente desprezível e só.
O sol despontava a oriente vermelho, redondo, deslumbrante na sua força de Verão e reflectia-se-lhe no rosto da sua contemplação, espelhando ela a altivez de uma rainha, a coragem de um guerreiro e a serenidade e a beleza de uma princesa. Admirava-a por isso.
Olhou-a pela última vez, beijou-lhe os pés (que era o ponto onde ele conseguia chegar-lhe) com a ternura de quem beija uma criança acabada de nascer e seu olhar turvou-se de cansaço dos anos em que diariamente fazia aquele ritual no percurso pelo jardim onde aquela estátua de bronze se erguia de postura altiva a confiante de olhar infinito, indiferente aos sentimentos.
O sonho tornara-se um pesadelo, afastou-se e chorou até a mortalha o envolver.
Carlos Alberto 27-05-2010