quinta-feira, 18 de abril de 2013

PAIS E MÃES

Vou editar um comentário que fiz no Blogue que estou a seguir da Maria do Sol e vou acrescentar algo que me parece muito importante neste momento.
 
Eu já perdi, há muitos anos, pai e mãe, no entanto, tenho-os sempre presentes como se estivessem ao meu lado a apoiar-me.
 
Não sinto que me ajudem muito, pelo menos nada do que eu peço é atendido, mas na hora de evitar o acidente, apesar de ter fechado os olhos, porque ia bater no carro parado à minha frente, lá estava a mão do meu querido pai (que foi motorista de taxi anos a fio) e o carro parou a um centímetro do desastre...
 
Pai e mãe são géneros únicos que nunca devemos menosprezar. Se alguém tem amor aos seus filhos, esse amor verdadeiro e incondicional são os pais que o têm.
 
Hoje, no entanto, fui acusado de estar doente e que devia ir ao médico por agir de acordo com aquilo que eu acho que são critérios de justiça e igualdade que sempre defendi. Como se não bastasse, depois de quase 50 anos de trabalho, e como se estar desempregado fosse um privilégio, ainda me mandaram ir trabalhar...
 
Posso ter errado muito ao longo da minha vida, mas de algo me posso orgulhar: nunca faltei ao respeito aos meus pais nem a ninguém de forma deliberada. Todos temos telhados de vidro, ninguém é detentor da verdade absoluta, eu incluído.
 
É um lamento que aqui deixo, público.

Penso que fui um homem exemplar, um empregado exemplar, um marido exemplar, um pai exemplar, um filho exemplar, no entanto, não perfeito. Ninguém é perfeito. Mas, por favor, deixem de me castigar mais pelos meus erros, porque desde há quatro anos a esta parte que sofri muito e tenho continuado a sofrer por causa deles. Um sofrimento como não desejo a ninguém, nem mesmo àqueles que não gostam de mim, sabendo que há por aí muita gente que acha que eu sou realmente muito má pessoa. 
 
Por favor, sejam felizes, mas deixem-me também ser feliz.