sábado, 9 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS 2014 (2º Semestre)


Antes de mais quero fazer dois esclarecimentos. O primeiro é que estes resumos estão escritos em desacordo com o Acordo Ortográfico. Em segundo lugar dizer que fiz algumas acentuadas alterações aos textos originais. Os Diários são meus e, neste caso, decidi “embelezar” os textos originais. Como já referi várias vezes, estes resumos, no original, são manuscritos “sem rede” ou seja, quaisquer erros gramaticais ou de sintaxe podem ser encontrados lá, enquanto eu aqui posso fazer alguns ajustes e alterações. Foi o que fiz. Posto isto, aqui deixo os meus melhores resumos das PÁGINAS DO MEU DIÁRIO 
2º Semestre das Memórias de 2014

 
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2014 (Torre da Marinha, 09-08  00:40h)
E na cama fizemos  

Para quem ergueu barreiras, atirou pedras e reagiu altiva às minhas desmesuradas provocações, foi longe, muito longe mesmo. Havia colocado toalhas frescas na casa de banho e pusera um cheiro de incenso sobre o turíbulo para dar vida alienígena ao ambiente. Encontrei-te, então, deitada na minha cama sobre lençóis lavados de fresco e disposta a tudo a que tinhas direito. E foste minha por fugazes instantes, embora o tempo, com todo o tempo, fosse o tempo suficiente. “Dá cá mais cinco”, disseste-me tu, vez após vez, e eu dei-te. Era de tarde e naquele quarto algures, obscurecido, entregaste-te rendida aos meus diálogos carregados de simbolismo e obscenas fantasias que te foram inebriando. Correu mal, é verdade, mas é normal comigo. A tensão sobe-me e há muita energia desperdiçada. Tento convencer-te e convencer-me de que as minhas disfunções são assim habituais, mas tu nem queres saber e já lá estás. Não há pau para toda a obra, mas a obra é feita a pulso e já está feita. Crescem murmúrios em esgares de prazer, ouvem-se gritos de bocas que se abafam, estremecem estruturas que se desfazem sem fronteiras. “Cinco a um” grita-se de cima do poleiro com o galo depenado. “Temos homem”, gemo, “mulher”, corrijo, confuso entre palavras. Como é brava esta guerreira que luta até à vitória final... Sorriso no olhar, gloriosa e poderosa, eis que me rendo à evidência absoluta. E mesmo na decadência, quando a tarde já abala, ainda há energia, quanto baste, para mais sete... quilómetros a pedalar, mas pé ante pé, com diálogos e justificações que não servem para nada. Ou se é homem ou não é. E, aqui chegado, sobra-me a sombra da minha vergonha agora deitada do meu lado. Sorri, mesmo assim, talvez para me dar alento, mas nada me livra do meu lamento. E de sofrimento em sofrimento aqui vou com o intento de chegar até à prova real. E será que vai haver nova luta? Com certeza absoluta. E a ti peço perdão, sabendo que não há nenhuma razão, para não ser melhor homem, então.
Carlos Alberto

 
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014 (Torre da Marinha, 23:10h)
Um passo atrás

Fui à procura desse fascínio que me roubou o sossego de ser uma óptima pessoa e escorreguei nuns degraus de pedra gelada que se interpuseram no meu plano caminho. Ergui-me e tropecei de novo, mas agora em alguém, esbarrando num sorriso sarcástico contra uma parede de vidro que se levantou à minha frente. Percebi, no entanto, que foi uma falsa muralha, criada apenas para afugentar cães raivosos, o que não era o meu caso. Fingi a indiferença de quem percebe exactamente o que está a acontecer e segui em frente alheio às advertências intimidatórias. Todavia, pelo canto do olho, fui espreitando o que o meu pequeno coração queria e ao mesmo tempo temia. E não vi nada. Permaneci então na quietude daquele momento, perscrutei o vazio do meu íntimo e acabei ouvindo, lá ao fundo, um abafado e intrigante choro silencioso. Meio perdido numa ilusão dividida não tive direito a resposta, mas tudo porque as energias não estavam equilibradas nem concertadas e assim se perdera um dia de paixões ficando apenas com as ilusões. Num dia em que de manhã, de guilhotina na mão me entreguei, de tarde, com a faca na algibeira me desiludi. Não houve poesias nem grandes emoções, aliás, perderam-se numa mensagem de recados e medos, de traições e razões inexplicáveis. Queremos tudo e acabamos por não ter nada. Sonhamos decerto com o impossível e deitamos fora aquilo que pode ser nosso, sem custos acrescidos. E acabamos sofrendo, ingloriamente, por vermos a nossa pequena paixão a diluir-se por entre os dedos das nossas mãos. E não há energias quanto bastem para que possamos voltar a sonhar e a sorrir, acabando na tristeza de uma ilusão que se nos apaga abruptamente. Sabemos que o mundo não acabou aqui e até acreditamos que há pessoas que gostam de nós, mas a verdade é que há passos que têm de valer a pena serem dados.
Carlos Alberto

 
Domingo, 7 de Setembro de 2014 (Torre da Marinha, 22:45h)

Uma vitória da Victória

Aí vamos nós em direcção às nuvens. Projectamo-nos no ar a uma velocidade supersónica e quando damos por isso já nos perdemos num imenso universo de galáxias onde não se conhecem os limites. É uma espécie de sonho, de busca de algo a que nos agarramos num vazio físico, mas que é tão real que nos sentimos, com gosto, embalados nele. Não há explicação para o sucedido e apenas vamos, nos deixamos ir como se fosse normal estar assim num vácuo de sensações que nos tocam. Apenas sabemos, saboreando em extase, que estamos no meio de uma confusão que nos agrada e nos entregamos a ela. E a sensação não é deste mundo. Fisicamente sentimos o quanta força podem ter as palavras que se projectam; com elas sentimo-nos compensados da impotência e, assim, somos defendidos das fraquezas que psicologicamente nos afectam. E voamos. Voamos bem alto ao sabor das vozes que nos soam ao ouvido e nos sopram fantasias de sonhos inimagináveis. Sentimo-nos como pássaros que esvoaçam livres que saltitando de ramo em ramo em ágeis acrobacias se encantam num harmonioso chilrear. Na felicidade sentida naquele instante já se perdeu a noção do tempo, do espaço, do momento. E não estamos deitados a receber um beijo, nem a sentir a carícia de uma mão que se esfrega deslizante por estranhas entranhas de prazer, não. Estamos projectados num voo rasante de um espaço sideral plantado sobre um jardim de flores e exalamos um perfume enleante que nos inebria.  E vamos nesse sonho de quimeras, por detrás, pela frente, de lado, não sabemos de que maneira é proibida, mas vamos e queremos. E insistimos em perguntar: “queres mesmo ir?” e ouvimos um som a dizer sofregamente que “sim e depressa. Leva-me daqui, quero ir nas tuas asas”. E voámos então juntos mesmo sem sabermos exactamente sequer onde estávamos e onde era o ponto de chegada. Mas é isto o amor a dois. É assim que se parte para uma aventura que tem tudo para correr bem e promete. 
Carlos Alberto

 
Domingo, 12 de Outubro de 2014 (Torre da Marinha, 21:29h)
Domingo fora de casa

Como é bom escrever histórias de sonhos, de sorrisos e de palavras cheias de amor. Histórias que pudéssemos repetir todos os dias. Histórias onde entram copos de vinho que se enchem e transbordam vazados em gargantas sequiosas, sedentas da gula guloseima vinícola e que nos encharcam por dentro. Como seriam boas essas histórias. Mas na realidade, olho em volta e só vejo rostos fingidos, fechados, abertos em sorrisos de circunstância fabricados em telas da vida. Não quero acreditar no que vejo, mas não posso renegar o que sinto. Não há nada para além de uma dor interior daqueles rostos que se querem abrir, sinceros, mas que brotam, por dentro, lágrimas de sangue. Dói-me, como um murro no estômago. E sinto-me num beco sem saída, de gritos que posso ouvir, mas que não sei de onde vêm. É um mundo de ecos que me rasgam por dentro. Sinto-me impotente. Elevam-me a um pedestal onde me colocam, mas sei que é de pés de barro apodrecido aquilo do que sou feito. E, descalço na erosão do tempo, vou é sentindo as pedras que me são lançadas pelo tortuoso caminho e sinto-me, nesse percurso, apenas usado, como um trapo velho que daí a pouco será lançado no lixo. Tento acordar, sair do pesadelo, mas afinal estou amarrado. Brincam comigo sorrindo, mas estão a matar-me aos poucos. Sinto-me então perdido, incapaz de reagir, subir à montanha, fugir. Colocam-me depois, diante de mim, espelhos para ver refectidas as minhas misérias e consomem-me assim toda a energia que me resta em sombras que me absorvem e me gastam tudo do que sou feito. Sou agora uma forma distorcida, uma imagem partida em cacos que não espelham nada. Reflito apenas um olhar frio, disperso, despiciente e perdido no meio de um universo onde há actores, sim, que esvoaçam como borboletas errantes em busca do seu néctar - que pode ser mel, mas onde eu me sinto vazio e desprezível, sem forças para voar com eles. E que estranha é esta, a sensação de misturar dois seres opostos...
Carlos Alberto

 
Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2014 (Torre da Marinha, 23-10 10:35h)
Palavras ditas e sentidas

As palavras são lindas ou feias, boas ou más, verdadeiras ou falsas, pobres ou ricas. As palavras fazem-nos rir ou chorar, incomodam-nos ou aconchegam-nos, ajudam-nos ou prejudicam-nos. As palavras têm uma força brutal, no entanto também podem ser fúteis ou desprezíveis. Com as palavras conseguimos exprimir tudo o que queremos, do amor ao ódio. Elas alimentam-nos ou destroem-nos. Com as palavras somos até capazes de dançar, voar, correr, subir uma montanha. Ah! Como eu gosto das palavras, ditas, escritas, sentidas, amadas, sofridas; das palavras que nos aquecem, nos prendem, nos preenchem, nos enganam, das palavras que têm um sabor tão intenso que até desejamos absorve-las. Sim, as palavras também têm sabor, cheiro, calor. O sabor pode ser a mel, a fel. Podem ser azedas ou envinagradas. Mas as doces, as doces são mesmo das que eu gosto mais, as do meu género. É verdade, sim, que há palavras que magoam, que incomodam. Mas há também forma de contorná-las, se formos capazes, ignorando-as, passarmos ao lado delas, desviarmo-nos e não as valorizarmos. As palavras valem a importância que lhes dermos. Temos ainda outras palavras que mexem connosco, ofensivas e defensivas. Palavra que servem para criar barreiras ou limites. A cumplicidade com as palavras é boa, importante, no entanto, é bom que se criem esses obstáculos que, mesmo invisíveis, se podem transformar em boas defesas que devemos respeitar. E assim vou eu caminhando pela vida, com as palavras no bolso, na alma, usando e abusando delas e do seu tom, da sua cor, da sua brisa, da sua generosidade. E é por isso que gosto muito de falar contigo, estar contigo, amar-te com todas as minhas forças. Quero, na brisa destas fracas palavras, que elas cheguem ao teu coração e percorram o teu corpo com as mesmas sensações de leveza como eu as sinto. Mas também quero na minha humilde condição de prosador que as refutes ou as absorvas conforme a tua condição humana. Amamos as palavras, sim, o que elas traduzem e são capazes, mas o que queremos mesmo é que elas nunca se esgotem ou atropelem e reproduzam apenas o bem. Quero, no fundo, que as palavras que espelho aqui sejam, sobretudo, aquilo que sou, penso e quero para a vida comum: amor.
Carlos Alberto

 
Quinta-Feira, 23 de Outubro de 2014 (Torre da Marinha, 22:50h)
Um homem feliz, pois claro

Gostava muito de poder escrever sobre sentimentos escondidos, revelar desejos e vontades, mas não posso. Não posso porque estes livros não são meus, (nem este blogue). Falam de mim, dizem o que sou, mas não vão morrer comigo. Eles falarão sempre por mim e ao falarem por mim estarão a dizer coisas que posso não querer dizer. Por isso haverá sempre algo omisso, escondido que aqui não posso revelar. São, sim, os meus inconfessáveis segredos, E como é possível que tenha segredos guardados que não possa aqui expressá-los? Pois tenho. Segredos que acabam por pertencer a uma banda encriptada inscritos também nestas páginas, mas que só bem interpretados se revelam. Outros segredos estarão na escolha das palavras para dizer que te amo sem o dizer, que não sou apenas um homem. E é verdade que há nestes livros algumas histórias que poderiam ferir a susceptibilidades de muitas pessoas, mas eu não quero que isso aconteça. Quero morrer em paz e quero apenas deixar a imagem de um homem irreverente, sim, mas íntegro, com ideias muito avançadas, misterioso, talvez, mas que quer acabar sendo um homem feliz e de bem com todos. Importante realçar que de tudo o que fiz até hoje não me arrependo de nada e faria tudo de novo. Reconheço, no entanto, que a decisão que tomei de deixar os Açores para salvar meu casamento não terá sido a melhor opção. Todavia, só essa decisão me possibilitou também tudo o que vivi depois de diferente até hoje, nomeadamente, o ter conhecido novas pessoas e ter vivido as novas experiências que vivi. É este o meu percurso, um caminho cheio e variado de subidas e descidas, que me trouxe não apenas tristeza e momentos difíceis de superar, mas deu-me muita alegria e que faz de mim hoje, de novo, um homem feliz e (quase) realizado. (Um homem nunca se realiza totalmente).
Carlos Alberto

 

Segunda-Feira, 3 de Novembro de 2014 (Torre da Marinha, 23:23h)
Cozido à Portuguesa

Quando saí da escola, à uma da tarde, da minha aula de poesia, tinha à minha espera uma outra nota não menos poética. Com o título sugestivo de quem não come há semanas “cozido com todos”, eis como uma mera necessidade se transformou num momento de puro prazer gastronómico. De facto, pude apreciar em versos de rima desorganizada mergulhados em calda de água temperada com aspecto suculento, couves que se misturavam com o chouriço numa harmoniosa conjunção de apelativos verbos e gostos de encher a alma. Às carnes, à batata e ao nabo a espreitar por baixo da farinheira, também se juntou o aroma delicioso de quem anseia o infinito que se chegava ali tão perto. E as palavras ali confeccionadas perderam-se assim em adjectivos com sabores de outros saudosos tempos. Aquecido em lume brando, misturado em género de cores deliciosas, fumegando em cheiros de tempos de outrora, começámos então no prazer da inalação pelo deleite de quem deseja comer também com o gosto das palavras. E construi-se assim naquele gesto de solidariedade uma sublime e saborosa história, olhos fechados, sentindo apenas as palavras a desfazerem-se na boca, sugadas com o desejo de quem absorve o melhor cozido do mundo. E todas e quaisquer palavras que podem ser ditas se perderam no paladar que nos eleva e inebria, em condimentos que se engolem e nos fazem esquecer a fome ou outros desejos. Consumimos, deleitamo-nos, empanturramo-nos em gostos de quem gosta de nós e, em bandejas de prata, nos serve ainda poemas de outro tipo de amor. Sim, foi um épico poema traduzido não em palavras, mas em gestos que nos prendem, cativam e encantam pelo prazer que proporcionam. Obrigado, Victoria pelo delicioso cozido à portuguesa.
Carlos Alberto

 

Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014 (Torre da Marinha, 21-11 00:19h)
Rumo ao futuro

Vou escrever sobre nada. Nada para dizer, nada para falar, nada para inventar. E porque não? Porque sim. Fotos e mais fotos, palavras ditas e reditas, imensas vezes já escritas e reescritas vezes sem conta. Falar sobre o que já foi feito, dito e repetido, mesmo sem jeito. Palavras vãs, sem motivo, sem ordem, sem mensagens dentro, mas sãs. Estou aqui apenas para dizer que estou vivo e activo. Sim, não sei exactamente por quantos mais anos, mas espero que sejam pelo menos vinte. Está comprado. Também porque tenho a casa com duas piscinas, ainda em construção, e as obras, parece-me, estão atrasadas. Há um ano que ando nisto e não há meio de se resolver a conclusão. Mas há tempo quanto baste, então. Não vale a pena apressarmos as coisas. Tudo tem o seu tempo e os projectos são para ficar sólidos e bem-feitos. E feitas as contas, as palavras são de borla, gratuitas, e falam de tudo e de nada. Do nada, do vazio, do verbo-de-encher, de comer, de saborear e sentir mesmo que de barriga vazia. E como é estranho como simples palavras são capazes de transmitir tantas sensações e mesmo sobre nada. Choramos e rimos, sofremos e divertimo-nos, pensamos e tudo é possível e nada. É claro que há fotos no computador (e no Google se se procurar por cpontoal tem gente dentro). As fotos são horas a ajeitá-las (editá-las) para ficarem mais bonitas a que se juntam uns versos de poetas que se escrevem à luz da vela. Falam também em jornais, de poetisas, de prémios e méritos e eu, nem mais. Será que um dia hei-de chegar lá? Eu sei que sim. Qualquer dia, um dia destes. Tão fácil como escrever esta página que, sem nada para escrever, do nada, sai uma criança. Pois claro. Cada página é como um filho que nasce todos os dias renovado, todos os dias parido. É esta a minha vida de velho, sessenta e um anos, sem esperar muito e esperar tudo, do nada. E assim aqui vou eu rumo ao futuro.
Carlos Alberto

 

Quarta-Feira, 24 de Dezembro de 2014 (Torre da Marinha, 25-12 02:00h)
Poesia em prosa

Cá estamos nós na noite de todas as magias em que tudo acontece, o Pai Natal aparece e ninguém adormece. Nascem e crescem as fantasias, florescem energias, as crianças entram em euforias. Presentes e mais presentes, vindos até de pessoas ausentes e instala-se a alegria, se fosse possível, até ser dia. É a festa verdadeira de um Natal anunciado. À mesa bebe-se o vinho, entra o bacalhau, rimos e brincamos até vir a sobremesa. E no meio de tanta euforia sempre chega a meia-noite. A festa recrudesce, tantas cores, tantos embrulhos, carregados de presentes onde sobram os papéis para os entulhos. Sobem de tom as vozes agitadas, as crianças espantadas e arregaladas, os adultos riem encantados com o sorriso das crianças inebriadas. Tantos sonhos encontrados, desfeitos ou concretizados. Tantas ilusões ou desilusões, brilhos e estrelas em infusões; deslumbrados, perdidos ou encontrados. É a noite de Natal e ninguém se lembra que Jesus nasceu em palhinhas deitado. Tanta fartura, tanto tempo desperdiçado e só resta o amor guardado. É o encontro com a família, a paz que se procura, as desavenças que renegamos. É o conforto, do abraço que queremos, a alegria por que lutamos, desejamos e teremos. É a noite do Nascimento, não há lugar a lamento, mas ao cântico épico de um sentimento que temos de espalhar a todo o momento pelo tempo. E que estas palavras não as levem o vento. Quero que a satisfação que sinto, a tranquilidade que tenho e o amor que transporto possam contagiar os outros. E dizer que não minto, ao sabor do que venho e por tudo aquilo que comporto. Podem até ser só palavras, é verdade, mas elas significam a razão da minha paz e amor interior que neste momento sinto.
Carlos Alberto    





  

 

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