quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NOITE E DIA


Dentro da noite fria
o ruido fustigador da trovoada
e do vento que sopra forte
e leva os sonhos da gente
que não dorme.
 
Um raio que chega
ilumina o Mundo de um Homem,
mas logo se apaga
e como a vida
escoa-se para a terra.

A chuva cai impiedosamente
e consigo arrasta a vida.
As árvores declinam-se
beijam o chão as folhas
mortas pelo tempo:
As cancelas dos quintais
chocam nos batentes dos trincos;
as portas estremecem;
os olhos nas janelas
refugiam-se…
por detrás das cortinas
o medo alastra-se,
as pessoas apertam-se
e na face de cada um
o retrato vivo
da miséria pungente.

A chuva aumenta persistentemente,
os relâmpagos desencadeiam-se
no espaço as árvores tombam,
as telhas voam,
o tecto desaba,
as paredes desmoronam-se
na derrocada o Mundo alaga-se
em suor e sangue e
nada resta senão
a vida dura e difícil.

Acaba-se o mundo
entre lençóis brancos  
e desperta-se
numa aurora primaveril
(do solstício de inverno)
com um sol radioso:
Olha-se em redor e nada
nos resta senão orar
a Deus pela paz do novo dia.

Carlos Alberto  10-09-1973
Nota1: Trago aqui este poema em alusão ao fim do mundo que ocorrerá em 21 de     Dezembro de 2012

Nota2: Alterei parte o último verso do original para a adaptação ao assunto em ( ).

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