A minha vida está a mudar. Lentamente, mas está. Acontecem-me coisas inesperadas, algumas boas, outras desagradáveis e lido mal com estas últimas. Mas estou a começar a perceber que nada acontece por acaso, e, como me dizia a minha querida mãe, "nem tudo o que nos parece mau para nós o é". E, de facto, aos poucos estou a aceitar melhor esta ideia e a perceber que ela tinha razão e que tudo o que nos acontece tem uma razão de ser. Obrigado assim a todos os que de alguma forma têm contribuído para estas mudanças, nomeadamente, os meus novos "seguidores" deste humilde blogue que aqui se juntaram a partir do meu 1º ano de existência nestas águas. E como tudo na vida parece cíclico, repete-se hoje o que senti há quarenta anos atrás. Por isso, aproveito mais uma vez para ir rebuscar às minha memórias um poema que escrevi em 14 de Setembro de 1973 e que aqui passo a transcrever: A VIDA E navego por mares distantes entre peixes e outros animais. Sou carne, ...
Ensina-me a ser gente e perceber o quanto pequeno sou. Ensina-me a amar de frente e sentir o que o sonho sonhou. E na penumbra desse momento teu beijo molhado me tocou; num gosto libidinoso suculento em minhas entranhas perfurou. Ensina-me a viver, ensina-me a amar-te ensina-me a sorrir ensina-me a abraçar-te. Ago19 Traços de vento que sopram na luz dos teus olhos e refletem na aragem de um beijo o sonho de te sentir um dia encostada a mim. Ago17 Acredita em ti. A vida é para ser vivida. Chora, ri, mas ama Tropeça, levanta—te e ama Na doença ou na cura, ama. Sofre, goza, mas ama Adormece, acorda e ama Seja de noite ou de dia, mas ama Grita ou fala baixinho que amas Sonha e acorda a pensar que amas Novo ou velho, mas ama sempre. Set17 A vida é feita de pequenos nadas e há "nadas" que valem mais que muitos "muito". Ago19 AMOR INCONDICIONAL É (A)MAR SEM TERRA À VISTA Ago17 A distância pode não separar as pessoas, ...
Quando for grande quero ser como Sophia e inventar estórias de meninas que querem ser ricas, bonitas e princesas. Também quero viver em castelos ou palácios sumptuosos e forrar as paredes inteiras do meu quarto com espelhos que me mostrarão o quanto bela eu sou e aos quais perguntarei: “ quem é a mais bonita mulher deste reino?” Espelhos que me responderão transparecendo imagens reais, não destorcidas ou fictícias de uma realidade que será a minha: que sou eu. Quero, sim, viver como Lúcia em palácios rodeados de jardins, com muita luz a entrar pelos quartos adentro, muitas salas e salões para bailes e festas, com pianos de cauda e harpas a um canto – para animar os bailes – e com longos corredores percorridos por criados que com bandejas nas mãos nos servirão canapés e taças de vinho branco. Quero, sim, viver a fantasia de príncipes encantados que me arrebatarão à vida fútil que levo e me levarão para o meio da sala de baile, me farão rodopiar, dançando ou me ensinando...
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