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25 de Abril 1974

Uma página do meu diário sobre o 25 de Abril (adaptada)   “Pelo meu país”   Os foguetes ecoaram noite dentro, na madrugada da libertação. As vozes do povo ergueram-se e cantaram a liberdade numa canção.   Uma nova canção nasceu, seja em Grândola, seja em Lisboa, pela nação como um hino cresceu uma luta que não aconteceu   à toa.   Pela noite dentro e durante o dia fui soldado, numa História que nunca se viveria não fossem homens como Salgueiro Maia, idolatrado. outra versão aqui se contaria.   Ainda me lembro naquela noite, acordado, em riste, da parada para o anfiteatro em que nos disse: ”amigos, vamos salvar Portugal, acabar com a guerra colonial”.   Uma noite fantástica e memorável aquela, No lastro de uma camioneta, bornal à fivela. Rumo a Lisboa e pela madrugada afora, ouviu-se no silêncio, de alegria contida aquela canção soando a vitória, perdido o medo do q...

REFORMA

Eis uma notícia muito importante para mim, para a minha vida e que partilho:   Não, não me apaixonei de novo, apesar de que, desde há um ano a esta parte, muita coisa tenha mudado dentro de mim.   Hoje, apesar de sozinho, não sinto a solidão de outros tempos. Aliás, estou sozinho por opção, não por carência ou falta do que quer que seja.   Hoje sinto-me até bastante (bem) acompanhado por pessoas de quem gosto e também um homem muito feliz. porque tenho tudo o que preciso. Quanto ao meu novo estatuto, sim, é verdade, estou REFORMADO desde o dia 11 de Junho de 2015 e a única coisa que posso lamentar é que tive de trabalhar 50 anos para receber uma reforma de três dígitos, enquanto qualquer deputadozinho recebe por duas legislaturas na assembleia uma reforma choruda sem ter justificado rigorosamente nada. É o país que temos.    Portanto, aquele foi o primeiro dia do resto da minha vida (boa). CA

FOI HÁ 46 ANOS

Foi há 46 anos. Nasceu de uma ideia idiota de criar um jornal. Tinha eu nessa altura 15 anos. Encontrei em casa uma agenda velha de cor azul e decidi começar a relatar os acontecimentos do meu dia-a-dia. O gosto e a tendência pela escrita materializava-se naquele momento. Hoje olho para a minha estante de livros e lá estão os meus 46 Diários que são o espelho da minha vida, observada, obviamente, do meu ponto de vista. Há dois aspectos que destaco destes livros e que me marcaram. Um foi ao fim de uns dias de começar a escrever em que quando vou para escrever a página tinha alguém escrito nela dizendo que “eu devia relatar o que sentia, pensava e observava e não o que vivia cronologicamente”. Fiquei lixado com a advertência, mas aprendi a lição. O outro facto foi a utilidade que estes livros tiveram quando dois anos depois de ter deixado a vida militar ter recebido uma intimação para me apresentar no Edifício do Tribunal Militar. Era confrontado com o “crime” de que num determina...

Música para os nossos ouvidos

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Para descontrair porque a vida é uma festa. INNA feat. Daddy Yankee - More Than Friends (Official Music Video)

MEMÓRIAS DE 2013

Páginas do Meu Diário (2º Semestre)   Quinta-feira, 4 de Julho de 2013 (Torre da Marinha, 00:40h 05/07) “A sorrir”   Gosto imenso de sonhar, acreditar nos sonhos, e que eles um dia se tornarão realidade. Mas para isso não podemos acordar, não podemos abrir os olhos para ver o que está à nossa frente, ao espelho, porque a desilusão será grande. Ou não. Nem toda a gente é má. Eu procuro ser a melhor pessoa possível. Mas não sou nem a melhor pessoa do mundo nem a pior. Gosto de ser diferente, já me basta. Finalmente acordo. Decididamente encaro a dura realidade. Olho em volta e acabo a sorrir. Estou estranhamente feliz. Agora escrevo algumas coisas pontuais sobre um certo ponto de vista. Não valem nada ou até podem ser interesseiras, oportunistas e até estranhas. Mas escrevo o que sinto. Ando à procura de um mundo novo e diferente. Para mim, as portas abrem-se, aparentemente, e fecham-se de seguida, como que desconfiadas de que, quem bate, possa ser um lad...

A SOPA DAS MASSAS GIGANTES

E ra uma vez um menino chamado Artur e que era muito bem comportado. Tanto em casa como na sua escolinha todos os meninos e educadores gostavam muito dele. Os seus desenhos eram sempre muito lindos, gostava muito de aprender coisas e adorava partilhar aquilo que era seu. Brincava muito, era muito respeitador para com as pessoas mais velhas e procurava sempre ser um bom menino. Com os seus coleguinhas e amigos dava-lhes sempre as suas bolachas e quando jogava um jogo com eles deixava que eles ganhassem algumas vezes para eles não ficarem tristes por perder; assim ganhavam todos e, no fim, todos ficavam sempre felizes e amigos uns dos outros. Em casa, o Artur era também um menino de quem os pais gostavam muito porque ele era realmente um menino muito especial.   Certo dia, o Artur que adorava comer sopa, reparou que a sopa que a sua mãe lhe deu era diferente, parecia especial. “Aquela não era uma sopa qualquer, não, tinha qualquer coisa de mágico e estranh...