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PREVISÕES PARA O ANO

Vou aqui partilhar um trabalho que acabei de enviar para as minhas aulas Temas Contemporâneos do Professor Joaquim Letria. Carlos Alberto PREVISÕES PARA O ANO (ESTE OU OUTRO) Sentei-me sobre a minha tarimba, virei-me para a parede e risquei com o meu lápis negro de carpinteiro mais um traço vertical e paralelo a outros sobre um outro perpendicular. Sessenta, disse mentalmente, sorrindo para os que me faltam ainda riscar nesta parcela de parede já tão suja e preenchida. Mas só me resta mesmo sorrir, nos intervalos deste choro que me corrói por dentro. O bom é que mais de metade da pena perpétua a que fui condenado está cumprida, pelo menos é o que diz a previsão. Deitei-me, olhei mais uma vez para este tecto vazio de estrelas, carregado de nuvens e de raios que atravessam o universo e admiti, facilmente, que as previsões são más porque vai haver uma grande tempestade; talvez mesmo um dilúvio. Quis adormecer sem me molhar, virei-me para o outro lado tentando cobrir-m...

Bom Ano 2014

Chegámos ao último dia de 2013 incólumes. Grande proeza. Parece fácil, mas não é. Por esse facto, quero contragular-me pelo feito, assim como aproveitar para parabenizar todos aqueles que como eu o conseguiram. E agora desejar que o ano de 2014 que vai arrancar possa ser melhor ou tão solidário como foi este. Sei que para muitos de nós foi um ano terrível, com cortes e mais cortes e, pior que isso, o espectro  da incerteza que paira sobre todos e que nos deixa apreensivos quanto ao futuro. Mas não vamos desistir. As crises, reza a História, são cíclicas e ultrapassa-la-emos todos com a certeza de que daqui a cem anos já cá estará outra gente... Bom 2014 para todos e no dia 31 de Dezembro cá estaremos de novo. Carlos Alberto

LISBOA

Há muito que não tenho vindo aqui acrescentar algo às coisas da minha vida . Aqui fica então um pequeno texto que fiz para a turma de Oficina de Português. É um texto baseado num Documentário de um filme de José Fonseca e Costa.   P ercorremos Lisboa com o olhar. As sete Colinas, o Rio Tejo, as cores das casas, os eléctricos, os Monumentos, as Praças, as Estátuas, os bairros típicos, os Palácios e seus interiores deslumbrantes. Somos levados pela memória à época dos Descobrimentos e partimos daí até aos dias de hoje. Subimos e descemos as ruas da cidade velha, onde nos perdemos em ruelas estreitas e labirintos de escadarias de calçada, até à cidade nova e moderna de grandes largos e onde emergem figuras que perpetuam a nossa História. Perdemo-nos então nos detalhes em que normalmente não reparamos - na pressa de um agitado quotidiano - e sentimos aqui, através da poesia que o poeta descreve em cada olhar, que há em cada inst...

DEIXEM-ME DORMIR

Mudei de casa recentemente. Vivo sozinho aqui para os lados do Seixal, na margem sul do Tejo, já perto da foz em Lisboa. Gosto do espaço, embora não seja aquilo que procurava. Contudo, a proximidade de eventual trabalho e porque já vivo nesta zona há mais de trinta anos, é aqui por estas bandas que me habituei a viver. A proximidade das praias da Costa da Caparica, o clima e outras valências importantes também me seduziram e contribuiram para a minha escolha. É um apartamento pequeno (T1), ainda que acolhedor, numa rua principal, muito movimentada, num prédio de três pisos com nove inquilinos. O sossêgo que procurava e as vistas para a serra ou para o mar aqui não encontro. Por isso, esta não será ainda a minha casa de sonho que andei à procura, e é muito provável que daqui a uns tempos possa até mudar. Até lá, no entanto, com vantagens e desvantagens, é aqui que vou viver nos próximos tempos.   Mas esta abordagem à minha nova residência deve-se apenas à questão da tranqui...

ILHA DO PICO

A pérola negra do atlântico from Carlos Pereira Recebi um email com estas imagens da Ilha do Pico e não pude ficar indiferente. O power point tem o mesmo título que a poesia e aqui fica a minha homenagem àquele que foi eleito o meu lugar de sonho. A PÉROLA NEGRA DO ATLÂNTICO Sim, diz-me muito esta terra negra de paixão que conheci e vivi, onde a vida parece parar, mas tive de partir e deixar, porque a vida é como um vulcão: hoje activo, amanhã não. E nos silêncios da vida, olhamos para trás e sorrimos porque um dia partimos, mas a terra ainda lá está. Feita de rocha, pedra sobre pedra pelo mar moldada e sofrida ainda a sentimos presente como um sopro de ar que se sente numa brisa amena e querida. Cada recanto reconhecemos e deslumbra-nos ainda: cada casa, cada porta, cada olhar; um dia, com certeza perante tanta beleza voltaremos para a abraçar. CA Dedico esta poesia à minha filha cujo nome o deve a um lugar desta terra. PS: Os crédito...

MEMÓRIAS DE 2012

Páginas  do Meu Diário ( 1º Semestre) Desta vez deixo aqui os meus melhores resumos do 1º semestre de 2012, de acordo, obviamente, com o critério que defini. Reitero que é uma transcrição integral do que senti no momento em que escrevi os resumos e que não vou aqui fazer qualquer alteração no sentido de subverter o que disse. Mais uma vez reforço que o que escrevi é apenas o meu ponto de vista e é da minha total responsabilidade. Carlos Alberto   Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012 (Miratejo, 4/1 00:55h) “Um sonho na viagem” O amor, sempre o amor, esse cruel sentimento que ou nos faz feliz ou nos mata por estrangulamento. E basta um filme, uma história e as lágrimas enchem-nos estupidamente a vista. Sim, porque chorar só mesmo por alguém que nos faça feliz. Mas aí não achamos que valha a pena. Contudo, quero viver.   O amor é demasiado frio, mas servir-se-á à mesa. O tempo acusa-nos de sermos brandos. A fome come-se com garfo ou com as mãos se não hou...

BALANÇO I

Acordei hoje com vontade de escrever algo. Inspirei-me numa estrela. ( Chamo-lhe Balanço I porque é provável que tenha continuação .) Sou o que sou, valho o que valho, cometi muitos erros, faltou-me o trabalho. Passei muito tempo a andar de um lado para o outro, não parei para pensar que no amanhã seria pouco. Não tenho cursos nem licenciaturas, mestrados e afins, não; dei tudo aos outros, assinaturas e a olhar por mim, em vão. Pouco me importei e investi em mim: não valia a pena! Hoje como um sem abrigo senti que por engano estive em cena. Fui especial às vezes, fui pão de ló, arroz doce; hoje carcaça dura, velha de meses. Lamento minha postura que fosse tão usada por interesses. Tenho aquilo que mereço, sempre o disse e afirmei e repito com apreço: sou aquilo que realizei. Mas não desisti de viver mesmo curvado das costas. Ergo-me direito para fazer o que tu, minha estrela, me mostras. Sigo este caminho de vida acreditand...