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PÍNCAROS DA EUROPA - CAP I

Introdução Meus amigos, sinto-me obrigado a passar para aqui a versão inicial da minha viagem a Espanha, aos Píncaros da Europa. Mas será apenas o Cap. I que corresponde ao 1º dia dos seis que foram a viagem. Ainda não consegui avançar muito mais porque estive pelos Algarves na companhia das minhas filhas, em períodos diferentes com cada uma delas e, por isso, sem tempo para continuar esta "viagem". Mas o prometido é devido e, aqui publicado, aceito críticas e sugestões para esta "versão base" deste Cap I. De notar ainda que nesta transcrição fiz obviamente algumas alterações e acrescentei alguns aspectos de que me fui lembrando. Omiti, naturalmente, da versão manuscrita alguns detalhes pessoais, mas procurei ser fiel ao que vivi e senti. Finalmente dizer que esta foi a minha primeira experiência no campo da narração de viagens, que fiz como se se tratasse de um Diário de Bordo. Certamente conterá aspectos que podem ser melhorados, mas obviamente só trad...

Luis Filipe de Abreu

Conheci o Artista Plástico Luís Filipe de Abreu numa viagem que acabei de fazer pelo norte de Espanha, até aos Picos da Europa. Homem alto, hirto, de barba e cabelos completamente brancos, de tez vincada e olhar sorridente, pareceu-me uma pessoa simples, uma figura normal e anónima para mim até àquele momento. Logo depois de perceber quem era através da sua esposa, reconheci logo ali um sentido proeminente de humildade e carácter, muito raros em pessoas com tão elevado nível intelectual e de posição social. Dirigiu-se-me então, de uma forma extremamente simpática, e elogiou-me pelo facto de eu estar a escrever durante a nossa viagem e lamentando-se de ele não ser capaz de fazê-lo… Agora que a viagem terminou vim conhecer e saber quem é, de facto, este Homem fantástico que conheci e fico simplesmente deslumbrado, privilegiado e honrado por ter partilhado com ele e sua esposa - igualmente fascinante pela simpatia - alguns agradáveis momentos que jamais vou esquecer. Vejam que...

O' MAN IN RED

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Um pouco da minha imagem, para subir minha auto estima... Sim, não tenho das melhores imagens que há por aí; não sou nenhum galã mas é o que se pode arranjar. Se eu fosse rico tinha alguém para tratar destes assuntos; como não sou dou o que tenho. aqui há mérito da fotógrafa: a Celina e vamos terminar por hoje.Beijinhos e abraços para todos. já agora uma foto da produtora... em baixo Na minha vida há duas mulheres que eu amo. Esta é uma, a outra vem a seguir que, por acaso, é a primeira. Sou um homem de sorte, não sou? mas como já sei como estas coisas funcionam, vou acrescentar aqui uma outra pessoa muito especial para mim: o meu terceiro filho que por acaso é o segundo... e de quem também gosto buééééé. Tá bem assim?

MEMÓRIAS Páginas Diário 2011 (1º semestre)

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Para não defraudar os meus inúmeros seguidores (...) anónimos que vêm aqui à procura de inspiração (...), vou transcrever algumas daquelas que eu considero as minhas melhores páginas do meu Diário de 2011. É num período em que ainda buscava a felicidade e que agora recordo com nostalgia. Motivei-me com a frase que ouvi a alguém e que diz "o talento dá muito trabalho". Pois é, não basta querermos ter projecção e sermos reconhecidos, é preciso trabalhar para isso. Sem trabalho não se vai a lado nenhum.  21 de Janeiro 2011 (Miratejo, 22/1 02:10h) "Desafios" A noite avança intrépida desafiando o meu sono que me abandona em pensamentos que me castigam e magoam. Não, não sou vítima, mas intérprete de um sonho que já não existe e que me flagela em cada piscar de olhos. Tento adormecer, amordaçar-me para sentir se é verdade ou mentira que alguma vez fui feliz. É um passado que me rasga por dentro, me amaldiçoa, me faz ainda chorar a espaços sem querer voltar atr...

AMOR

Estou hoje aqui não por causa do 10 de Junho, mas porque tomei uma decisão difícil. E difícil, mas apenas para mim, porque vivo intensamente a vida. Tenho consciência que esta decisão nos outros não terá nenhuma repercursão. Caí uma vez, tentei levantar-me, consegui, ainda que continue com as cicatrizes provocadas por essa violenta queda. Caí agora de novo, estou de rastos, mas ciente que tenho que me levantar, ciente das minhas responsabilidades e que a vida não acaba aqui. Olho para o lado e vejo todas as pessoas rodeadas de gente, de amigos, em convívio, pessoas a conversarem umas com as outras. Eu, no entanto, olho para mim e vejo-me sozinho, sem amizades, sem alguém para conversar, com quem me sinta bem e feliz. Alguém para sair, que eu ame, que me ame, mas com quem me identifique e possa partilhar o quotidiano. Não tenho. Sim, tenho filhos, tenho irmãos, mas eles estão nas suas vidas, pouco mais se podem interessar por mim. É normal, e nem eu lhes posso exigir mais d...

entorse

Bom, aqui estou de novo, melhor fisicamente, mas pior em termos psicológicos. De facto, estou praticamente recuperado do entorse que fiz. Já ando, já saio de casa, custa-me ainda a colocar o pé naturalmente no chão, mas pelo menos já não tenho que andar ao pé-coxinho. Estou melhor e isso para mim já é bom. Mas se fisicamente recuperei, psicologicamente estou de rastos. Enquanto eu estive por aqui enfiado na minha tristeza de vida, lamentando "a sorte" que tenho tido, sem nenhum apoio específico, a vida parece que continua feliz e contente para muita gente de quem não tive uma única palavra e, claro que sentimos, e como quem não se sente não é filho de boa gente, há coisas que nos fazem que não matam, mas moem e, clraro, fiquei chateado... Mas não me posso queixar. Tenho o que mereço, Sempre disse isso e não é agora que vou deixar de pensar desta maneira, Ninguém tem culpa dos meus erros, só eu. Eu é que não tenho sabido gerir a minha vida e, portanto, o único culpado ...

Magoado

Depois de envergonhado, magoado. Infelizmente, na verdadeira acepção física da palavra. De facto, quando passeava neste sábado, com a Celina na zona de Belém (ia ver a exposição "world press photo") aconteceu-me o inesperado: coloquei mal o pé no chão por causa de um buraco (mais um) na ciclovia que me preparava para atravessar e fiz uma entorse no tornozelo. Nem liguei importância e continuei a andar. A certa altura, no entanto, comecei a sentir-me incomodado e quis olhar para a zona afectada. Estava sentado num maple de madeira com umas almofadas no "Amo-te Café" e quando olhei para o tornozelo reparei que tinha um enorme inchaço, parecia que o osso me saía da perna. Fui logo pedir gelo no quiosque do café e logo ali ataquei o problema. A Celina que tinha ido ao WC nem se apercebeu de como eu estava, de tal forma que comecei a sentir suores frios, a ficar enjoado e mal disposto e acabei por desmaiar; ela pensou que eu estava a brincar. Estive, segundo ela, menos ...